21 de fevereiro de 2010
16 de fevereiro de 2010
A Arte de Reabilitar
O seguinte artigo será publicado na Revista MaturaIdade no próximo mês:
Viver é sempre possibilidade, potência de criação. Somos seres repletos de habilidades escondidas nas entranhas de nosso corpo. Muitas vezes acreditamos que as grandes obras artísticas são presentes dos deuses, dadas a alguns escolhidos. Na verdade, somos todos os escolhidos, porque a vida é uma obra de arte inacabada. Somos sim seres inacabados.
A palavra “arte”, do latim ars, significa também “habilidade”. É a manifestação humana a partir de uma ideia (imagem mental), direcionada pela emoção (movimento para fora) do corpo. Tudo sempre surge e termina no corpo. O corpo é o palco de manifestação daquilo que trafega em nossas ideias. É como uma grande tela em branco que se transforma em uma linda obra de arte. A ideia surgiu na mente do artista para se manifestar na tela. Estamos criando algo novo a todo instante, nem sempre visível aos nossos olhos. (leia mais)
12 de fevereiro de 2010
"O Tempo: Reflexões sobre o Viver"
Um trecho do meu próximo livro:
"O caminho para uma nova vida pode ser encontrado, mas tem de ser procurado. Tudo começa agora, em nós mesmos. Ao aceitarmos o presente nada mais deverá nos interessar senão a nossa própria presença, porque só alcançamos a plenitude exatamente no centro do círculo do tempo. Estar no presente, com os contornos do passado vivido e do futuro por vir, pressupõe estar em harmonia, sem reações condicionadas. No centro habita a paz, porque não há oscilações impulsivas. No centro encontramos a saúde, porque nele está a integridade. No centro podemos viver a nossa divindade, porque nada falta. Ali, no silêncio de nosso próprio tempo-espaço, sabemos que ser e estar são princípios fundamentais de nosso arquétipo divino (o self). Nunca podemos estar verdadeiramente senão em nós, para nós e através de nós. Desse modo, será também mais fácil compreender o outro como complemento de nossa própria existência espiritual."
"O caminho para uma nova vida pode ser encontrado, mas tem de ser procurado. Tudo começa agora, em nós mesmos. Ao aceitarmos o presente nada mais deverá nos interessar senão a nossa própria presença, porque só alcançamos a plenitude exatamente no centro do círculo do tempo. Estar no presente, com os contornos do passado vivido e do futuro por vir, pressupõe estar em harmonia, sem reações condicionadas. No centro habita a paz, porque não há oscilações impulsivas. No centro encontramos a saúde, porque nele está a integridade. No centro podemos viver a nossa divindade, porque nada falta. Ali, no silêncio de nosso próprio tempo-espaço, sabemos que ser e estar são princípios fundamentais de nosso arquétipo divino (o self). Nunca podemos estar verdadeiramente senão em nós, para nós e através de nós. Desse modo, será também mais fácil compreender o outro como complemento de nossa própria existência espiritual."
5 de fevereiro de 2010
O tempo dos outros
Nunca conheceremos o tempo dos outros, até mesmo porque os outros são muitos. Portanto, se os outros são muitos e para eu ter acesso a eles preciso um pouco de reconhecimento de mim mesmo, qual é o meu tempo (para mim mesmo) ao qual posso usar ao outro?
O tempo parece se esconder nas entranhas de nós mesmos, como os grandes rochedos das costas oceânicas. Dentro de suas cavernas esconde um enigma. Ontem ao atender um homem de setenta anos, tive uma constatação: não sabemos o tempo do outro pelo tempo cronológico.
O homem estava angustiado por sua intolerância. Queria mudar, ser mais paciente, mais condescendente. Porém, de tanto exercitar a transigência acabou se estressando, irritando-se consigo mesmo. Após várias tentativas, entrou na resistência, na tensão crônica que o levou a uma forte dor de cabeça, e ao aumento de pressão arterial. Aferi a pressão dele que marcava 14 por 10. Conversamos durante meia hora sobre isso, e então resolvi levá-lo ao relaxamento consciente. A dor de cabeça persistia. Após alguns minutos respirando, de repente o rosto dele enrubesceu, e o cenho se contraiu, a dor agora era insuportável. Tive de finalizar o relaxamento porque o efeito estava sendo o contrário. Verifiquei novamente a pressão arterial. Estava agora 19 por 10. Não cabia a técnica naquele momento.
Pedi para ele se levantar devagar e ir beber um pouco de água. Esperei que ele se refizesse. Mudei de assunto, falei algumas banalidades, saindo do assunto que era tão angustiante para ele. Após alguns minutos a pressão arterial voltara ao normal. Ele se sentia melhor, a região da testa estava dolorida.
O tempo é subjetivo. Saber qual o tempo do organismo não é tarefa fácil, ou mesmo impossível. Enfim, tem de haver sensibilidade para entrar nas cavernas da personalidade humana. Caso contrário, podemos nos assustar com o que vamos encontrar.
O tempo parece se esconder nas entranhas de nós mesmos, como os grandes rochedos das costas oceânicas. Dentro de suas cavernas esconde um enigma. Ontem ao atender um homem de setenta anos, tive uma constatação: não sabemos o tempo do outro pelo tempo cronológico.
O homem estava angustiado por sua intolerância. Queria mudar, ser mais paciente, mais condescendente. Porém, de tanto exercitar a transigência acabou se estressando, irritando-se consigo mesmo. Após várias tentativas, entrou na resistência, na tensão crônica que o levou a uma forte dor de cabeça, e ao aumento de pressão arterial. Aferi a pressão dele que marcava 14 por 10. Conversamos durante meia hora sobre isso, e então resolvi levá-lo ao relaxamento consciente. A dor de cabeça persistia. Após alguns minutos respirando, de repente o rosto dele enrubesceu, e o cenho se contraiu, a dor agora era insuportável. Tive de finalizar o relaxamento porque o efeito estava sendo o contrário. Verifiquei novamente a pressão arterial. Estava agora 19 por 10. Não cabia a técnica naquele momento.
Pedi para ele se levantar devagar e ir beber um pouco de água. Esperei que ele se refizesse. Mudei de assunto, falei algumas banalidades, saindo do assunto que era tão angustiante para ele. Após alguns minutos a pressão arterial voltara ao normal. Ele se sentia melhor, a região da testa estava dolorida.
O tempo é subjetivo. Saber qual o tempo do organismo não é tarefa fácil, ou mesmo impossível. Enfim, tem de haver sensibilidade para entrar nas cavernas da personalidade humana. Caso contrário, podemos nos assustar com o que vamos encontrar.
2 de fevereiro de 2010
A matéria de capa deste mês da Revista Superinteressante “Ele pode ser Imortal”, me deixou acabrunhado com mais um texto sobre vidências futurísticas, baseado em fragmentos de ciência. A receita é conhecida, pega um pouco de opiniões de pesquisadores daqui, outras de lá, misture tudo, cole num grande painel de hipóteses infundadas, e lança ao público. Quem pegar pegou. O problema é um só, as pessoas acreditam naquilo que vai ao encontro de seus interesses, sem qualquer reflexão. [leia mais]
Assinar:
Postagens (Atom)



